terça-feira, 17 de outubro de 2017

Algumas possibilidades de tratamentos para hemorroida



Hemorroida é o nome popular que se dá à inflamação de veias e artérias do ânus. Os sintomas mais comuns são dor na região, coceira, dificuldade de evacuar e sangramentos. Ela pode acontecer dentro do reto, com formação de bolhas de sangue que dificultam a passagem das fezes, sendo a hemorroida interna. E pode ser externa, na abertura anal, podendo se alojar para fora do ânus como uma bolha que geralmente coça. Há diferentes graus de hemorroida, sendo diferentes os tratamentos para cada grau. Para melhor compreensão e identificação, torna-se necessário a visita a um médico e o exame de colonoscopia.

Dentre as diferentes abordagens, a autora do livro “Você pode curar sua vida”, Louise L. Hay, identificou padrões de crenças negativas que podem estar por detrás das doenças e ensina quais os novos padrões de pensamentos que podem positivar e trazer a cura. No caso da hemorroida ela identificou que a causa provável é “Medo de prazos determinados. Raiva do passado. Medo de soltar. Sentindo-se sobrecarregado.” O novo padrão de pensamento sugerido é “Deixo ir tudo que é diferente do amor. Há tempo e espaço para tudo o que quero fazer.”

Na fitoterapia, há inúmeras plantas medicinais que auxiliam a tratar a hemorroida, sendo importante verificar quais as interações e possíveis efeitos adversos, para saber qual planta é a mais adequada para o seu caso. Segue abaixo, algumas sugestões:
 
Aroeira (Myracrodruon urundeva ou Schinus terebinthifolia)
Cozimento de 100g da entrecasca seca quebrada em pequenos pedaços, deve ser extraído 2x cada vez, em meio litro de água, de modo a totalizar no final 1L.
O uso é local na forma de compressas, lavagens ou de micro-clister de retenção, feito ao deitar depois de defecar e higienizar o local.
 
Barbatimão (Stryphnodendron adstringens)
O uso oral prende o intestino. Caso a hemorroida seja em função da diarreia, ferver uma colher de sopa da casca do caule em 1L de água.
Para banho de assento, ferver 2 colheres de sopa em 1L de água.
 
Cássia (Senna alata)
A inflorescência em maceração é utilizada nas hemorroidas.
 
Mil em rama, Mil folhas, Atroveran, Novalgina (Achillea millefolium)
Fazer o chá na proporção de 1 xícara de água fervendo sobre 1 colher de sobremesa de suas inflorescências. Deixar em infusão por 10 a 15 min. Fazer banho de assento durante 15 minutos
 
Confrei (Symphytum officinale)
Aplicação local de compressas ou lavagens várias vezes ao dia, com a água do decoto das folhas, preparado como se fosse uma sopa de verduras bem forte. A raiz, depois de limpa e bem amassada, pode ser usada diretamente sobre o local a ser tratado, na forma de compressa.
 
Marmeleiro (Croton sonderianus)
Chá decocto das cascas, colocando água fervente sobre pedacibhos de sua casca raspada ou triturada em quantidade suficiente para encher uma xícara de tamanho médio.
 
Ameixa da terra ou Limão bravo (Ximenia americana)
Quebra-se a entrecasca em pequenos pedaços depois de bem lavada. Em seguida põe-se o que couber numa xícara das médias (aproximadamente 50g) e deixa ferver por 5 a 10 minutos em água suficiente para um copo. Depois de fria reserva-se o cozimento e ferve-se, mais uma vez, o bagaço com com a mesma quantidade de água. Côa-se novamente e se junta os 2 cozimentos filtrados que deve ficar em repouso por 24h. Decanta-se com cuidado o líquido escuro, porém límpido e completa-se o volume total para meio litro.
 
Erva de bicho (Polygonum hydropiperoides)
Banho de assento contra hemorroidas, feito com seu chá concentrado das folhas e ramos picados.
 
Cordão de frade (Borreria verticillata)
Banho de assento das folhas e raízes cozidas

Referências Bibliográficas

Grandi, Telma Sueli Mesquita. Tratado das plantas medicinais: mineiras, nativas e cultivadas. Belo Horizonte: Adaequatio Estúdio, 2014.

Hay, Louise L. Você pode curar sua vida. Como despertar ideias positivas, superar doenças e viver plenamente. São Paulo: Editora Best Seller.

Lorenzi, Harry. Matos, Francisco José de Abreu Matos. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. São Paulo: Instituto Plantarum, 2008.