segunda-feira, 19 de setembro de 2016
ORIGEM DOS COLARES DIFUSORES DE AROMATERAPIA
O uso de colares difusores de aromas é uma prática milenar, tendo registros de seu uso entre as mulheres hebreias. Como o banho nem sempre era prático para as mulheres judias que trilhavam o deserto, elas criaram o hábito de usar um saquinho de linho contendo mirra e outros aromáticos. Ele era costumeiramente pendurado no pescoço e alojado entre os seios, constituindo um desodorante eficiente e de longo efeito.
O Cântico dos Cânticos de Salomão contém belas poesias, e faz referências frequentes aos aromáticos:
"O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra sobre meus seios; o meu amado é para mim como um cacho florido de alquena dos vinhedos de Engadi...
Suas faces são canteiros de bálsamos, tufos de ervas aromáticas. Seus lábios são como os lírios, a destilar um fluido de mirra...
Eu sou o narciso de Saron, o lírio dos vales. Sim, como o lírio entre espinhos é, entre as jovens, a minha amada...
Tuas plantas são um vergel de romãzeiras, vegetação toda selecionada: umbelas de alquena e flores de nardo, nardo e açafrão, canela e cinamomo, toda espécie de árvores de incenso, mirra e aloés, os melhores bálsamos. A fonte do jardim é como um manancial de água corrente que brota do Líbano."
Robert Tisserand em A Arte da Aromaterapia
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