Incensos com plantas do cerrado feitos artesanalmente por mim
No vasto jardim da Mãe Terra
sempre há uma erva, uma flor ou uma combinação de ervas que atrai nosso senso
olfativo, estimulando as emoções e a mente.
O incenso é encontrado nas
cerimônias e rituais cristãos, pagãos, hindus, budistas, ordens iniciáticas e
outros, pois delicia a todos com seus perfumes e emanações. E parece que o
tempo só tem feito aumentar seu encanto.
Costuma ser visto como uma fusão de componentes alquímicos com a finalidade de limpar ambientes e promover elevação espiritual, como também provocar sensações relacionadas ao relaxamento e ao bem-estar.
O simbolismo do incenso
O simbolismo do incenso envolve a
fumaça e o perfume, como também as resinas inalteráveis em que são preparados.
As árvores produtoras das resinas
têm sido tomadas, por vezes, como símbolos do Cristo. O incenso tem a incumbência
de elevar a prece para o céu e, nesse sentido, é um emblema da função
sacerdotal: razão pela qual um dos Reis Magos oferece incenso ao menino Jesus.
O uso do incensamento, que é
universal, tem em toda parte o mesmo valor simbólico: associa o ser humano à
divindade, o finito ao infinito, o mortal ao imortal.
Evolar-se em fumaça tem um
sentido mais positivo do que negativo. Não há muita diferença entre a fumaça da
pira funerária, a do copal dos maias, a do incenso cristão e a do tabaco das
tribos ameríndias.
O cachimbo sela alianças ou
tratados pela presença da divindade, convidada por ele a presidir a celebração
através da fumaça que é soprada na direção do zênite. E idêntico parece ser o
papel da fumaça (de junco ou de caniço), atestado em numerosos ritos da China
antiga. A fumaça da pira mortuária carrega a alma do defunto.
Para os alquimistas a pira era
completamente desnecessária. Eles diziam que no momento da agonia se podia ver
a partida da alma sob a forma de uma tênue fumaça. As tradições celtas derivam
desse mesmo pensamento simbólico.
No ritual hindu, o incenso
(dhupa) é relacionado com o elemento ar, e acredita-se que ele represente a
percepção da consciência que no ar está presente em toda parte. Nos métodos
budistas de meditação a combustão do cajado (tipo de incenso) serve também para
medir o tempo.
Na América Central o incenso está
ligado ao mesmo símbolo que o sangue, a seiva, o esperma e a chuva. A fumaça do
incenso, assim como a nuvem, é uma emanação do espírito divino. Daí os ritos do
fazedor de chuva, que eleva para o céu nuvens de fumaça (magia imitativa).
Incensos em formato de varetas, cones e tochas, em processo de secagem
Tipos de incenso
O incenso combustível é fabricado
em forma de vareta, cone ou em cubo. O que confere a característica de
combustibilidade é uma composição formada por resinas de árvores aromáticas,
carvão vegetal e álcool de cereais. A composição pode variar de acordo com o
fabricante.
O incenso não combustível é feito
com as ervas trituradas ou em grãos. São queimados sobre uma pastilha de carvão
ou brasa comum. Bastante utilizados em igrejas e no Rito Maçônico (cerimonial
de incensação). Além disso, há as tochas, que são plantas amarradas em linhas até secarem, para que ao serem queimadas exalem os aromas das plantas.
Para cada objetivo e necessidade
existe um aroma mais adequado.
<Texto adaptado de Daniel
Fidélis>


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