segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Incenso

Incensos feitos artesanalmente por mim

Incensos com plantas do cerrado feitos artesanalmente por mim

No vasto jardim da Mãe Terra sempre há uma erva, uma flor ou uma combinação de ervas que atrai nosso senso olfativo, estimulando as emoções e a mente.

O incenso é encontrado nas cerimônias e rituais cristãos, pagãos, hindus, budistas, ordens iniciáticas e outros, pois delicia a todos com seus perfumes e emanações. E parece que o tempo só tem feito aumentar seu encanto.

Costuma ser visto como uma fusão de componentes alquímicos com a finalidade de limpar ambientes e promover elevação espiritual, como também provocar sensações relacionadas ao relaxamento e ao bem-estar.

O simbolismo do incenso

O simbolismo do incenso envolve a fumaça e o perfume, como também as resinas inalteráveis em que são preparados.

As árvores produtoras das resinas têm sido tomadas, por vezes, como símbolos do Cristo. O incenso tem a incumbência de elevar a prece para o céu e, nesse sentido, é um emblema da função sacerdotal: razão pela qual um dos Reis Magos oferece incenso ao menino Jesus.

O uso do incensamento, que é universal, tem em toda parte o mesmo valor simbólico: associa o ser humano à divindade, o finito ao infinito, o mortal ao imortal.

Evolar-se em fumaça tem um sentido mais positivo do que negativo. Não há muita diferença entre a fumaça da pira funerária, a do copal dos maias, a do incenso cristão e a do tabaco das tribos ameríndias.

O cachimbo sela alianças ou tratados pela presença da divindade, convidada por ele a presidir a celebração através da fumaça que é soprada na direção do zênite. E idêntico parece ser o papel da fumaça (de junco ou de caniço), atestado em numerosos ritos da China antiga. A fumaça da pira mortuária carrega a alma do defunto.

Para os alquimistas a pira era completamente desnecessária. Eles diziam que no momento da agonia se podia ver a partida da alma sob a forma de uma tênue fumaça. As tradições celtas derivam desse mesmo pensamento simbólico.

No ritual hindu, o incenso (dhupa) é relacionado com o elemento ar, e acredita-se que ele represente a percepção da consciência que no ar está presente em toda parte. Nos métodos budistas de meditação a combustão do cajado (tipo de incenso) serve também para medir o tempo.

Na América Central o incenso está ligado ao mesmo símbolo que o sangue, a seiva, o esperma e a chuva. A fumaça do incenso, assim como a nuvem, é uma emanação do espírito divino. Daí os ritos do fazedor de chuva, que eleva para o céu nuvens de fumaça (magia imitativa).

Incensos em formato de varetas, cones e tochas, em processo de secagem

Tipos de incenso

O incenso combustível é fabricado em forma de vareta, cone ou em cubo. O que confere a característica de combustibilidade é uma composição formada por resinas de árvores aromáticas, carvão vegetal e álcool de cereais. A composição pode variar de acordo com o fabricante.

O incenso não combustível é feito com as ervas trituradas ou em grãos. São queimados sobre uma pastilha de carvão ou brasa comum. Bastante utilizados em igrejas e no Rito Maçônico (cerimonial de incensação). Além disso, há as tochas, que são plantas amarradas em linhas até secarem, para que ao serem queimadas exalem os aromas das plantas.

Para cada objetivo e necessidade existe um aroma mais adequado.

<Texto adaptado de Daniel Fidélis>

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